Hoje é dia daquela que sustenta nossa luta. Graças a ela meu pai tem sido cuidado e mais cuidado ainda neste último ano. É ela que suporta todas as caras feias surgidas invariavelmente cada vez que ela prepara o suplemento. É ela que suspira bondosamente cada vez que surge uma reclamação por causa de um comprimido, uma injeção, uma dor. O trabalho da mãe e da esposa nem sempre é valorizado. Nem mesmo enxergado. Mas é graças a ele que tudo se sustenta. Quem mais aguentaria com resignação choros da criança, rebeldia do "adolescente", incongruência do jovem adulto, e a dor de assistir a partida de cada filho? Mãe o que você faz por nós e pelo meu pai ninguém mais faria. Perdoe se às vezes parece que a gente não enxerga. Não é por maldade. Você faz tudo parecer tão fácil. Mas hoje sei que não é. Sei que seu corpo todo, sua mente e seu espírito trabalham com um único desejo. A cura do pai. Tudo o que você faz por ele e, por consequência, por nós, é glorioso. Todas as suas preocupações são genuínas, válidas e respeitadas. Foi você que, junto com a força dele e com a bênção de Deus, devolveu nosso pai para nós. É você a grande responsável por esta luta e por este milagre. Minha amiga, pedaço da minha alma, eu te amo com todo coração.
Nunca no mundo haverá alguém mais digno e corajoso do que você. Aprendi contigo a vida toda. E muito mais neste último ano. Obrigada por tudo. Te amo, mãezinha.
Beijo
Pedaladas M&M
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sábado, 9 de maio de 2015
Dia das mães
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
PALMEIRAS - TIMBÓ 16/01
Ai ai ai... estava acabando...
Que triste...
O cansaço bate, mas não dá a menor vontade de voltar.
Estávamos cansados, o café estava divino e o papo muito bom, logo saímos tarde, quase às 10 horas.
Comi muito bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
O trecho programado possui algumas descidas, uma delas muito íngreme, seguida pela pior subida de todas.

O caminho é lindo, mas não possui muitos pontos de apoio, como em todo trajeto da parte alta.
Passamos por esta ponte, desta vez somente um local de alimentação, sem banheiro.

Foi onde fizemos um lanche antes da descidona seguida do subidão.
Rios e mais rios


A subida foi terrível. Calor, sem muita água, numa angulação tal que ficava difícil subir mesmo empurrando a bike.
Logo depois a subida sem fim, lá no alto, encontramos isso:

O calor que fazia nos convidou a deitar na pedra com esta água super gelada.
Chegamos em Benedito Novo

Ao lado da Dudalina tem um mercado, que foi onde comemos um sanduíche.
Logo depois tem algumas padarias.
Dali até Timbó a descida é leve.
Combinamos com o Rui de nos encontrarmos na famosa bicicletaria Feltrim, que vale a visita, em especial pela simpatia do dono.
Depois de uma leve confusão com o mapa (atravessamos uma ponte erroneamente), chegamos!

Terminar foi emocionante, mas nada se compara às alegrias do caminho.
Encontramos gente simpática, hospitaleira, boas conversas, natureza, ar puro e comida boa.
Nossa lua-de-mel foi especial e inesquecível.
Resumo do dia:
52 km
1110 m de elevação
1500 cal
quase 5 horas em movimento.
Chegamos às 17:15.
De volta à Fazenda Sacramento, onde iríamos passar mais 3 maravilhosos dias!!
Que triste...
O cansaço bate, mas não dá a menor vontade de voltar.
Estávamos cansados, o café estava divino e o papo muito bom, logo saímos tarde, quase às 10 horas.
Comi muito bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
O trecho programado possui algumas descidas, uma delas muito íngreme, seguida pela pior subida de todas.
O caminho é lindo, mas não possui muitos pontos de apoio, como em todo trajeto da parte alta.
Passamos por esta ponte, desta vez somente um local de alimentação, sem banheiro.

Foi onde fizemos um lanche antes da descidona seguida do subidão.
Rios e mais rios


A subida foi terrível. Calor, sem muita água, numa angulação tal que ficava difícil subir mesmo empurrando a bike.
Logo depois a subida sem fim, lá no alto, encontramos isso:

O calor que fazia nos convidou a deitar na pedra com esta água super gelada.
Chegamos em Benedito Novo

Ao lado da Dudalina tem um mercado, que foi onde comemos um sanduíche.
Logo depois tem algumas padarias.
Dali até Timbó a descida é leve.
Combinamos com o Rui de nos encontrarmos na famosa bicicletaria Feltrim, que vale a visita, em especial pela simpatia do dono.
Depois de uma leve confusão com o mapa (atravessamos uma ponte erroneamente), chegamos!

Terminar foi emocionante, mas nada se compara às alegrias do caminho.
Encontramos gente simpática, hospitaleira, boas conversas, natureza, ar puro e comida boa.
Nossa lua-de-mel foi especial e inesquecível.
Resumo do dia:
52 km
1110 m de elevação
1500 cal
quase 5 horas em movimento.
Chegamos às 17:15.
De volta à Fazenda Sacramento, onde iríamos passar mais 3 maravilhosos dias!!
ALTOS CEDROS - PALMEIRAS (FLOR DA TERRA) 15/01
Bom, se o jantar foi ruim obviamente o café também seria. E foi.
O pão era bom, mas só tinha um salame bem ruim e queijo.
Como o trajeto do dia passa por lugares ermos e sem estrutura, o Raulino diz dar lanche para levar e tal. O lanche consiste em levar o que ele serve no café. Pão, margarina, mortadela ruim e queijo.
Era o jeito...
Nós tínhamos levado damascos secos, bananas secas, castanhas e barrinhas, mas depois de alguns dias almoçando isso eu não aguentava nem ver essas coisas.
Combinamos de sair às 8:30.
Ainda bem porque o Raulino decidiu usar o tal barquinho SEM O MOTOR.
Demorou uma era para chegarmos na beira.
Saída às 9:15:

Fomos por pedra preta, economizando uns 4 km.
O caminho passa por 2 represas, é muito bonito.

É o mais isolado do percurso, mas não é tão "matão" quanto o dia anterior.
São várias subidas, não tão íngremes, mas seguidas. Passa-se metade do dia só lidando com as subidas constantes.
Tem placas engraçadas

Algumas não muito gentis:

Riozinhos...

Nada de casa, nem fazendas, só mato.
Não tem onde pegar água no percurso, achamos apenas um lugar para reabastecer, já quase chegando na segunda represa, ao final do trajeto.

Cachoeira Nossa Senhora Aparecida.

Fica no final da última subida do dia, a água é gelada e maravilhosa.
Dali já descemos em direção à segunda represa.

Neste ponto o movimento de carros e caminhões aumenta muito, tomem cuidado.
Chegando em Palmeiras, decidimos para num barzinho para tomar uma cerveja.
Ficamos lá de prosa e seguimos para a Pousada Flor da Terra.
É a hospedagem mais bonita do roteiro.
Uma casa de madeira que "conversa" com você a cada passo dado.
Nhec nhec nhec
Lindo, lindo!!!
Fomos recebidos pela Duda com muito carinho.
Sério, eu cheguei neste estado:

Uma desgraça.. pegamos chuva fina, barro...

A Duda nos esperava com uma mesa linda, um bolo delicioso, café, toalha BRANCA (e eu marrom), pãozinho. Falamos que iríamos tomar banho e ela nos convidou para sentarmos na mesa e comer antes... NAQUELE ESTADO!
Fiquei até com vergonha, mas ela nos deixou tão à vontade... nem sei explicar.
Lógico que a pousada fica em cima de um morro.
Olha o visual

Seguimos para um banho.
O quarto é muito confortável. Nós ficamos hospedados na casa principal, foi ótimo.
Fomos chamados para jantar.
UAU!
A Duda fez uma comida super caprichada, gostosa. O cheiro invadia a casa.
A melhor berinjela que já comi na vida. DE VERDADE.
Frango assado, arroz, feijão, salada.
Tudo uma delícia.
Assistimos TV na sala com a Duda e fomos dormir.
Oh sono bom!!!
Que delícia.
Análise da hospedagem:
Hospitalidade 5 A Duda é muito legal
Limpeza 5 tudo perfeito
Conforto 5
Comida 5 (deveria ser fora de escala, foi a comida que mais amei, simples, deliciosa e linda)
Vale a pena conhecer a Flor da Terra nem que seja para ir lá passar uns dias com a família. Bom demais!
Valeu cada centavo.
Resumo do dia:
45 km
1300 m de elevação
1600 cal
5 horas em movimento

O pão era bom, mas só tinha um salame bem ruim e queijo.
Como o trajeto do dia passa por lugares ermos e sem estrutura, o Raulino diz dar lanche para levar e tal. O lanche consiste em levar o que ele serve no café. Pão, margarina, mortadela ruim e queijo.
Era o jeito...
Nós tínhamos levado damascos secos, bananas secas, castanhas e barrinhas, mas depois de alguns dias almoçando isso eu não aguentava nem ver essas coisas.
Combinamos de sair às 8:30.
Ainda bem porque o Raulino decidiu usar o tal barquinho SEM O MOTOR.
Demorou uma era para chegarmos na beira.
Saída às 9:15:

Fomos por pedra preta, economizando uns 4 km.
O caminho passa por 2 represas, é muito bonito.

É o mais isolado do percurso, mas não é tão "matão" quanto o dia anterior.
São várias subidas, não tão íngremes, mas seguidas. Passa-se metade do dia só lidando com as subidas constantes.
Tem placas engraçadas

Algumas não muito gentis:

Riozinhos...

Nada de casa, nem fazendas, só mato.
Não tem onde pegar água no percurso, achamos apenas um lugar para reabastecer, já quase chegando na segunda represa, ao final do trajeto.

Cachoeira Nossa Senhora Aparecida.

Fica no final da última subida do dia, a água é gelada e maravilhosa.
Dali já descemos em direção à segunda represa.

Neste ponto o movimento de carros e caminhões aumenta muito, tomem cuidado.
Chegando em Palmeiras, decidimos para num barzinho para tomar uma cerveja.
Ficamos lá de prosa e seguimos para a Pousada Flor da Terra.
É a hospedagem mais bonita do roteiro.
Uma casa de madeira que "conversa" com você a cada passo dado.
Nhec nhec nhec
Lindo, lindo!!!
Fomos recebidos pela Duda com muito carinho.
Sério, eu cheguei neste estado:

Uma desgraça.. pegamos chuva fina, barro...

A Duda nos esperava com uma mesa linda, um bolo delicioso, café, toalha BRANCA (e eu marrom), pãozinho. Falamos que iríamos tomar banho e ela nos convidou para sentarmos na mesa e comer antes... NAQUELE ESTADO!
Fiquei até com vergonha, mas ela nos deixou tão à vontade... nem sei explicar.
Lógico que a pousada fica em cima de um morro.
Olha o visual

Seguimos para um banho.
O quarto é muito confortável. Nós ficamos hospedados na casa principal, foi ótimo.
Fomos chamados para jantar.
UAU!
A Duda fez uma comida super caprichada, gostosa. O cheiro invadia a casa.
A melhor berinjela que já comi na vida. DE VERDADE.
Frango assado, arroz, feijão, salada.
Tudo uma delícia.
Assistimos TV na sala com a Duda e fomos dormir.
Oh sono bom!!!
Que delícia.
Análise da hospedagem:
Hospitalidade 5 A Duda é muito legal
Limpeza 5 tudo perfeito
Conforto 5
Comida 5 (deveria ser fora de escala, foi a comida que mais amei, simples, deliciosa e linda)
Vale a pena conhecer a Flor da Terra nem que seja para ir lá passar uns dias com a família. Bom demais!
Valeu cada centavo.
Resumo do dia:
45 km
1300 m de elevação
1600 cal
5 horas em movimento
DR. PEDRINHO - ALTOS CEDROS 14/01
Depois de um café da manhã muito gostoso partimos para Altos Cedros.
Segundo relatos de vários blogs, esta seria a hospedagem mais sem recursos da viagem.
Todos os autores recomendavam que quem fosse ficar no Raulino deveria combinar com ele uma carona de bote até a casa, para evitar ter que rodar mais 5 km de bike que seriam desnecessários.
Foi o que fizemos.
O Raulino mesmo ligou no noite anterior para a Bella Pousada atrás de nós e combinamos a carona para as 15 horas.
O trajeto contava com 2 subidas fortes, mas o cansaço do dia anterior nos fez acordar um pouco mais tarde. Saímos às 9 horas.

O caminho é lindo, mas pouco sombreado e realmente bem vazio.
Passamos por várias porteiras (que devem ser deixadas como foram encontradas).
Uma parada imperdível é a do Véu da Noiva.
Tem um bar/restaurante imenso ali, com banheiros limpos, refrigerante gelado...
A caminhada até a cachoeira foi complicada porque tinha chovido muito.
Eu só faria novamente se o solo estivesse seco.
Foi escorregadio, chato...
Mas o visual é lindo.


Depois da cachoeira é difícil arranjar algo para comer e até mesmo água, portanto seja precavido.
O trajeto é bem distante de cidades. Passa por lugares bastante isolados, cheios de mosquitos, abelhas e afins.
É um dos dias mais difíceis no aspecto psicológico.
Para quem está acostumado com agito, é um silêncio só.
A única companhia é a araponga, que grita insistentemente o dia todo.
Tem trechos muito bonitos.
Um dos mais bonitos e mais perigosos é a travessia do Rio Palmito.
Não adianta, você terá que passar por ele. É bem rasinho mas o fundo é de pedra.

O Marcos foi prudente e decidiu que deveríamos passar a pé.
Sábia decisão. Depois soubemos que um acidente neste ponto teria decretado o fim da aventura de alguns ciclistas. Um deles escorregou e teve uma luxação séria em decorrência do tombo.
Olhe, se acontece alguma coisa assim neste ponto a coisa fica difícil, pois não tem nada por perto, a não ser aquela casinha que estava bem vazia.
Atravessando...

O calor ajudou e nos divertimos

Seguimos viagem.
Chegando em Altos Cedros, avistamos uma grande pedra branca. Já eram 14:30. O caminho para o bote seria virar à esquerda nesta pedra e procurar uma bicicleta laranja. Esta tarefa foi difícil. Descobrimos a tal bicicleta encrustada no muro de uma casa bonita à beira da barragem.
É a dona desta casa que avisa ao Raulino que os hóspedes chegaram.
De repente aparece ele num barquinho pequenino azul a motor. Foi difícil caber as duas bikes e nós 3. O barco é instável e me deu medo. Não de cair, mas de perder equipamentos eletrônicos, nossas coisa, enfim.
A represa é linda.

Chegamos na propriedade e Raulino nos indicou uma casinha em frente à dele.
Tomamos um café com bolo e fomos tomar banho.
A casa é simples, mas bonitinha.
A cama é beeeem dura e os mosquitos proliferam aos montes.
Agradeci imensamente por ter trazido o protetor elétrico.
Não tem a menor condição de ficar lá sem isso.
Fomos chamados para o jantar.
Muito fraco.
Arroz, bife acebolado sem molho e tomate.
O tomate era maravilhoso, salvou. Mas a comida estava muito fraca.
Pegamos algumas cervejas e fomos para a casa.
Eu estava muito mais queimada do que no início, então foi cuidar da queimadura e dormir.
As cortinas não dão conta da claridade, mas pelo menos o visual é lindo.

O Raulino é a calma em pessoa e faz de tudo para agradar. Minha mãe ou a mãe do Marcos ligou, não lembro ao certo, e eles foram muito solícitos, atenderam bem, nos chamaram, se colocaram à disposição para tudo, enfim.
Hospitalidade é o que não falta.
Mas a hospedagem é MUITO cara pelo que oferece. Custa mais do que ficar nas melhores paradas do Vale Europeu, mas a qualidade é muito inferior. MUITO.
Análise da hospedagem
Hospitalidade 4
Conforto 1
Limpeza 3
Alimentação 1
Recomendo que conheçam o lugar se forem parar em Altos Cedros.
É diferente, exótico. Mas estejam preparados. Talvez seria melhor ir preparado com comida. O problema é que no caminho não tem onde comprar. Você teria que rodar ali por pedra branca e duvido que fosse achar alguma coisa.
Se eu fosse refazer o Vale, não ficaria lá mais.
Tudo bem ser simples, é bacana. O problema é que o preço não condiz.
Além disso a comida é fraca demais para quem está no meio do nada e não tem como recorrer a uma lanchonete ou padaria.
Minimamente um feijãozinho naquele arroz né?
Não curti.
Resumo do dia:
42 km
1270 m de elevação
1530 cal
5 horas em movimento
Segundo relatos de vários blogs, esta seria a hospedagem mais sem recursos da viagem.
Todos os autores recomendavam que quem fosse ficar no Raulino deveria combinar com ele uma carona de bote até a casa, para evitar ter que rodar mais 5 km de bike que seriam desnecessários.
Foi o que fizemos.
O Raulino mesmo ligou no noite anterior para a Bella Pousada atrás de nós e combinamos a carona para as 15 horas.
O trajeto contava com 2 subidas fortes, mas o cansaço do dia anterior nos fez acordar um pouco mais tarde. Saímos às 9 horas.
O caminho é lindo, mas pouco sombreado e realmente bem vazio.
Passamos por várias porteiras (que devem ser deixadas como foram encontradas).
Uma parada imperdível é a do Véu da Noiva.
Tem um bar/restaurante imenso ali, com banheiros limpos, refrigerante gelado...
A caminhada até a cachoeira foi complicada porque tinha chovido muito.
Eu só faria novamente se o solo estivesse seco.
Foi escorregadio, chato...
Mas o visual é lindo.


Depois da cachoeira é difícil arranjar algo para comer e até mesmo água, portanto seja precavido.
O trajeto é bem distante de cidades. Passa por lugares bastante isolados, cheios de mosquitos, abelhas e afins.
É um dos dias mais difíceis no aspecto psicológico.
Para quem está acostumado com agito, é um silêncio só.
A única companhia é a araponga, que grita insistentemente o dia todo.
Tem trechos muito bonitos.
Um dos mais bonitos e mais perigosos é a travessia do Rio Palmito.
Não adianta, você terá que passar por ele. É bem rasinho mas o fundo é de pedra.

O Marcos foi prudente e decidiu que deveríamos passar a pé.
Sábia decisão. Depois soubemos que um acidente neste ponto teria decretado o fim da aventura de alguns ciclistas. Um deles escorregou e teve uma luxação séria em decorrência do tombo.
Olhe, se acontece alguma coisa assim neste ponto a coisa fica difícil, pois não tem nada por perto, a não ser aquela casinha que estava bem vazia.
Atravessando...

O calor ajudou e nos divertimos

Seguimos viagem.
Chegando em Altos Cedros, avistamos uma grande pedra branca. Já eram 14:30. O caminho para o bote seria virar à esquerda nesta pedra e procurar uma bicicleta laranja. Esta tarefa foi difícil. Descobrimos a tal bicicleta encrustada no muro de uma casa bonita à beira da barragem.
É a dona desta casa que avisa ao Raulino que os hóspedes chegaram.
De repente aparece ele num barquinho pequenino azul a motor. Foi difícil caber as duas bikes e nós 3. O barco é instável e me deu medo. Não de cair, mas de perder equipamentos eletrônicos, nossas coisa, enfim.
A represa é linda.

Chegamos na propriedade e Raulino nos indicou uma casinha em frente à dele.
Tomamos um café com bolo e fomos tomar banho.
A casa é simples, mas bonitinha.
A cama é beeeem dura e os mosquitos proliferam aos montes.
Agradeci imensamente por ter trazido o protetor elétrico.
Não tem a menor condição de ficar lá sem isso.
Fomos chamados para o jantar.
Muito fraco.
Arroz, bife acebolado sem molho e tomate.
O tomate era maravilhoso, salvou. Mas a comida estava muito fraca.
Pegamos algumas cervejas e fomos para a casa.
Eu estava muito mais queimada do que no início, então foi cuidar da queimadura e dormir.
As cortinas não dão conta da claridade, mas pelo menos o visual é lindo.

O Raulino é a calma em pessoa e faz de tudo para agradar. Minha mãe ou a mãe do Marcos ligou, não lembro ao certo, e eles foram muito solícitos, atenderam bem, nos chamaram, se colocaram à disposição para tudo, enfim.
Hospitalidade é o que não falta.
Mas a hospedagem é MUITO cara pelo que oferece. Custa mais do que ficar nas melhores paradas do Vale Europeu, mas a qualidade é muito inferior. MUITO.
Análise da hospedagem
Hospitalidade 4
Conforto 1
Limpeza 3
Alimentação 1
Recomendo que conheçam o lugar se forem parar em Altos Cedros.
É diferente, exótico. Mas estejam preparados. Talvez seria melhor ir preparado com comida. O problema é que no caminho não tem onde comprar. Você teria que rodar ali por pedra branca e duvido que fosse achar alguma coisa.
Se eu fosse refazer o Vale, não ficaria lá mais.
Tudo bem ser simples, é bacana. O problema é que o preço não condiz.
Além disso a comida é fraca demais para quem está no meio do nada e não tem como recorrer a uma lanchonete ou padaria.
Minimamente um feijãozinho naquele arroz né?
Não curti.
Resumo do dia:
42 km
1270 m de elevação
1530 cal
5 horas em movimento
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
POUSADA DO ZINCO - DR. PEDRINHO 13/01
Hoje o dia seria novamente curto, 37 km de pedal entre a pousada Campo do Zinco em Benedito Novo e Dr. Pedrinho.
A chuva do dia anterior disse a que veio e alagou o nosso acesso.
Friozinho, chuva fina, e a gente esperando a natureza agir e possibilitar nossa passagem.
Lá pelas 9:30 o alagamento se tornou transponível e lá fomos nós.
Egon andou descalço no aguaceiro e se postou no outro lado da poça gigante para acompanhar nossa aventura.
Eu achei melhor deixar o Marcos ir primeiro.
Lá foi ele

Saiu sorrindo.

Margareth e Egon na torcida e lá fui eu também.

Que delícia!!!
Seguimos viagem!. Fazia pouco frio, e a chuvinha fina tornava a descida do Zinco mais assustadora.
Aquela subidona difícil do dia anterior era agora uma descida bastante íngreme que teria que ser vencida apesar do terreno escorregadio.
Cuidado é pouco.
Depois da descida tensa o sol apareceu e pudemos aproveitar a paisagem lindíssima.
A parte alta do circuito é infinitamente mais bonita.
Quase chegando na Igreja Enxaimel que consta do mapa encontramos nossos anfitriões.
Lá foram mais várias fotos, as únicas que temos juntos e pedalando.
Egon e Margareth, sempre simpáticos e solícitos, abanavam, e faziam festa!

Nos acompanharam mais um pouco e seguiram rumo a Benedito Novo.


A tempestade da noite anterior fez as águas ficarem volumosas. O visual é lindo.


O caminho passa por grandes áreas de reflorestamento, que também sofreram com a chuvarada.



Logo chegamos à Dr. Pedrinho. A pousada escolhida foi a Bella Pousada.
Fica logo depois da chegada, mas, claro, em cima de um morro. hehe

Chegamos às 14 horas. Antes de subir nós fomos a um mercado onde pedimos informação. Aproveitamos para comprar um refrigerante. Na saída lembrei dos mosquitos que estavam nos infernizando nos últimos dias e decidi comprar um repelente elétrico.
Agradeço muito por ter feito isso, no próximo post vocês saberão porque.
Chegando na Bella Pousada, ritual de sempre: banho, comida, cochilo.
O quarto era bem bacana, mas o wi-fi não funcionou de jeito nenhum.
A pousada é um casarão lindo, com uma sala de TV coletiva, para quem gosta de socializar. O quarto não tem frigobar, mas tem tv e ventilador.
Não lembro se tinha ar condicionado.
Depois do banho descemos e nos ofereceram um sanduíche.
Comemos e fomos lavar nossas roupas, que a esta altura já estavam em estado de calamidade.
Não havíamos levado sabão e o que nos ofereceram foi sabonetinhos velhos. Não deu para lavar muita coisa.
Mas lá tem uma garagem imensa que permite secar tudo, aconselho que levem sabão em pó ou líquido.
Fomos para a rede até os mosquitos nos deixarem malucos e voltamos para o quarto para aguardar o jantar.
A comida era simples. Lembro que tinha porco, arroz, feijão e um macarrão caseiro simplesmente divino.
Muito bom.
Fomos servidos pela própria dona da pousada, que foi muito gentil.
Mais uma noite de sono agradável.
Análise da hospedagem
Hospitalidade 4
Alimentação 4
Conforto 4
Limpeza 4
1010 cal
650 m de elevação
37 km
3:35 em movimento

Análise da hospedagem
Hospitalidade 4
Alimentação 4
Conforto 4
Limpeza 4
1010 cal
650 m de elevação
37 km
3:35 em movimento
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
RODEIO - POUSADA DO ZINCO 12/01
Programa de hoje: morro e mais morro!!!

INACREDITÁVEL!
Eu já tinha lido relatos sobre esse achado maravilhoso, mas duvidei que estaria aberto.
Ou como dizem os locais: Muito môrô!!!
Café da manhã reforçado com direito a bolo turbinado.
Saímos mais cedo para podermos ir devagar.
Já na saída percebemos a força da tempestade da noite anterior.

Uma árvore bloqueou a estrada. Ainda estava chovendo, então esperei os homens lidarem com a situação dentro do carro.
Às 8 horas estávamos prontos para sair.

Acho que dá para notar que o trecho já começa numa subida... Uiui.
A subida é MARAVILHOSA! Foi o melhor dia de pedal.
Bom, tem seus pontos negativos...

Pelo jeito estão precisando de donos de raça na região...
Logo depois, uma gruta em homenagem a minha santinha...
Minha emoção começou aí.


Sobe...
O caminho é lindo.
Encontramos uma Igreja com banheiro limpo e aberto.
Foi onde conversamos com um ciclista que estava treinando e mora na região. Subiu zunindo o morro.
Encontramos uma Igreja com banheiro limpo e aberto.
Foi onde conversamos com um ciclista que estava treinando e mora na região. Subiu zunindo o morro.

E de repente... o pequeno paraíso!!

Flores e anjos por todos os lados!!!

E lá em cima da primeira subida...

É um trajeto muito emocionante.
Depois do Cristo, muito mais subida.

E finalmente, quase no topo do Ipiranga...

INACREDITÁVEL!
Eu já tinha lido relatos sobre esse achado maravilhoso, mas duvidei que estaria aberto.
Era domingo e para minha surpresa o famoso estabelecimento do Gatorade em cima do morro no meio do nada estava mesmo funcionando!!
Eram 10 horas, estávamos quase no final da primeira subida forte, mortos de sede!
Entramos. O dono pede que você deixe a bike no cantinho e o convida para sentar.
Logo aparece a patroa nos oferecendo "essa coisa de lémón"
kkkkkkkkkkkkk
Eu aceitei a coisa, e ela foi logo trazendo uma caixinha cheia de barra de cereal.
-E isso aqui? Os ciclistA pedirón essa coisa. A xente non tem prática. Vocês querem isto?
Sério, muito legal, a senhorinha tentando suprir todas as necessidades dos seus clientes estranhos.
Me senti muito acolhida.
Papo vai, papo vem, o velhinho conhecia a cidade da minha mãe, a madeireira... Muito bacana.
Me senti muito acolhida.
Papo vai, papo vem, o velhinho conhecia a cidade da minha mãe, a madeireira... Muito bacana.
Logo a subida acaba e o ciclista ganha de presente uma descida gostosa.
Não se iluda, depois do refresco tem mais subida. Das boas.
Fomos seguidos de perto por um cara numa moto. Ele ia e voltava e nos olhava como se fossemos E.T's.
De repente ele pára e fala:
-Aí pra frentE é Séra hein Xente. Séra pesada!
A gente sabe amigo...
A gente sabe amigo...
A cara dos acabados!

Avistamos a placa da próxima pousada!! Uhu!
5 km, quase em casa!
Olha a cara de feliz do povo.

Háaaa! Pegadinha do malandro!!!
Só lamento... 5 que nada, são 9 km de subida braba, sem dó nem piedade.
Só lamento... 5 que nada, são 9 km de subida braba, sem dó nem piedade.
Eu comi o bolo turbinado da Ângela e estava cheia de fôlego. O Marcos, carregado com os alforjes, sofreu.
A recompensa chegou.


Depois de muito esforço, chegamos perto da pousada. Ainda faltavam 2 km.
A recepção foi deliciosa.
O Egon, muito gentil, deixou que fôssemos tomar banho e já tratou de nos arranjar comida.
Fizeram uma pizza muito boa.
Depois de alimentados fomos passear pela linda propriedade.
O Egon nos levou para uma sessão de fotos acima da cachoeira.
Me dá calafrios até hoje de pensar que eu estava lá em cima.


IMPORTANTE:
O Campo do Zinco é uma propriedade particular.
Respeite as placas e não jogue lixo no local.
A visita próximo da cachoeira é PROIBIDA! Apenas hóspedes da pousada são convidados a entrar.
É MUITO PERIGOSO.
Só fui porque estávamos sob o olhar atento do Egon, que é super experiente.
RESPEITO É FUNDAMENTAL. A natureza merece. E os donos do lugar também.
RESPEITO É FUNDAMENTAL. A natureza merece. E os donos do lugar também.
Um relaxante muscular por precaução para cada um e fomos tirar um cochilo.
Logo fomos chamados para jantar.

É tudo tão lindo que dá até dó de comer.
Mas eu comi e estava bom demais.
Gentileza da Margareth, que cozinha como ninguém e hospeda como poucos.
Tudo maravilhoso.
Uma chuva boa para dormir...
Capotamos.
Análise da hospedagem
Hospitalidade 5
Limpeza 5
Alimentação 5
Conforto 5
A MELHOR POUSADA DO VALE.
Nos arrependemos de não ficar mais um dia por aqui. Se puder, presenteie-se com um dia a mais neste lugar. Não irá se arrepender.
No Zinco não pega celular, não tem telefone rural e não tem internet.
Retiro forçado e maravilhoso.
O Strava marcou errado, eis os números que eu tenho...
28 km percorridos
1300m de elevação
1400 cal
4:20 em movimento

Saca a altimetria dos quase 9 km que levam à Pousada do Zinco:

Análise da hospedagem
Hospitalidade 5
Limpeza 5
Alimentação 5
Conforto 5
A MELHOR POUSADA DO VALE.
Nos arrependemos de não ficar mais um dia por aqui. Se puder, presenteie-se com um dia a mais neste lugar. Não irá se arrepender.
No Zinco não pega celular, não tem telefone rural e não tem internet.
Retiro forçado e maravilhoso.
O Strava marcou errado, eis os números que eu tenho...
28 km percorridos
1300m de elevação
1400 cal
4:20 em movimento
Saca a altimetria dos quase 9 km que levam à Pousada do Zinco:

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