NADA.
A cidade continua fofa, tranquila, pacata e sem movimento.
Não fosse pelas casas decoradas (poucas) eu nem imaginaria que a tal festa aconteceria em tão poucos dias.
Decidimos fazer um passeio pelo famoso Zoológico de Pomerode...
Nem sei o que falar...
Triste...
Muito triste.
Ver aqueles animais em condições deploráveis doeu na alma.
Pinguins colocados em tanques quentes e minúsculos. Cobras majestosas em aquários ridiculamente pequenos.
O magnífico leão em estado claro de depressão.
Um lobo guará que anda de lado a lado de sua mísera cerquinha, agonizando e pedindo socorro...
Foi triste...
Nem tem como descrever.

Zoológicos por mais bem cuidados que sejam deveriam ser extintos. Animais com comportamentos obssessivos. Andando de um lado a outro. Voando de um lado a outro compulsivamente. Outros absurdamente apáticos. Nada justifica tirar um animal da natureza e cerrar-lhe a liberdade.
Educação ambiental???
O que estamos ensinando aos nossos filhos?
Ensinamos que é correto impor a nossa vontade em detrimento da vontade alheia. Que é correto enjaular, aprisionar, subjugar, humilhar...
Uma experiência horrível.
Sinceramente, tenho vergonha de ser humana às vezes.
Saímos desta cadeia e fomos almoçar.
O restaurante é maravilhoso.

O preço não é dos mais convidativos, em especial para quem decide fazer uma viagem com simplicidade, como o cicloturismo.
A comida é muito boa, pesada, mas deliciosa.
Voltando ao hotel, fomos conferir nossa "arte" do dia anterior. Fizemos um varalzinho e usamos o ar condicionado a nosso favor para secar as roupas. Não foi uma maravilha, mas é melhor do que nada.

Aproveitamos para secar um pouco as planilhas.

Os tênis ficaram pendurados para fora da janela.
Depois do primeiro dia de pedal tomei uma decisão: nada de protetor com cor, pó e lápis. No máximo um batonzinho leve para não deixar a vaidade de lado.
Se quiser chegar ao fim do pedal com seus cabelos minimamente penteáveis, faça trança!
Meias... jogar fora ou lavar? Sinceramente, no estado em que elas chegam, a vontade é mandar para o lixo.
As primeiras foram jogadas fora. Chegaram em estado de calamidade depois da chuva.
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