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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

POMERODE-INDAIAL 10/01

Aprendemos a lição com o último pedal. Sair tarde é muita roubada por causa do sol.
Saímos às 7:50.
Havíamos carimbado o passaporte no dia anterior no Portal, então era só pegar estrada.
Seguimos pela ciclovia de Pomerode até a rua que nos levaria ao ponto de início do segundo dia de pedal.
Foram longos 5 km em ruas super estreitas com caminhões e ônibus de linha municipal nos ameaçando. Tenso.
O pessoal REALMENTE não foi educado para respeitar o ciclista.
Os motoristas, em especial dos ônibus, fazem questão de dar o recado: você não é bem vindo!
Fica a dica para a associação que cuida do circuito. O Brasil todo conhece o roteiro, menos quem mora lá.
Complicado.

Roteiro nas mãos, sabíamos que mais môRô nos esperava.
São duas subidas íngremes e duras, mas muito curtas.
Saindo de Pomerode encontramos uma patrola nivelando a estrada. Resultado: barro fofo. Horrível de pedalar.
Finalmente ultrapassamos o monstrão e seguimos viagem.
O caminho foi muito difícil.
O sol castigou demais,

Eu estava muito preocupada com a subida do bairro Wunderwald. Seriam 8 km sem muita trégua, com dois pontos bem íngremes.
Mas o caminho foi ficando bonito, e bonito, e lindo... Quando nos demos conta estávamos no campo de bocha, no final da subida.
O campo tem uma surpresa ótima!!! Banheiro limpo e aberto, lugar para lavar o rosto e as mãos e uma cachorrinha fofa nos esperava.

Dividimos com ela nosso lanche.

O Marcos tentou se livrar do ataque de fofura... não conseguiu.
Se tivesse lugar no alforje eu ia levar hahaha.
O caminho tem mais recursos, mais pontos de parada e locais de alimentação.

Ao final do dia, mais um remédio para dor de cabeça, efeito do calor.

Vimos muitos insetos pelo caminho. Não esqueça de trazer um antihistamínico, mesmo que não seja alérgico.
Nós tivemos que parar para comprar. Fomos atacados por mosquitos.

A chegada em Indaial é meio chata, com paralelepípedos (quem inventou essa joça?)
Chegamos às 16:30 e fomos direto para o Hotel Larsen.
Éramos os únicos hóspedes. Ainda bem que o pessoal do hotel era mais hospitaleiro do que em Pomerode.
O dono, simpático, já quis carimbar nossos passaportes para adiantar o serviço.
Fomos para o quarto tomar banho e descemos para comer alguma coisa.
Do ladinho do hotel tem o bar do Arlindo.
Pedimos uma batata frita e lá ficamos de prosa um pouco. Logo depois subimos para um cochilo.
Quando descemos para o jantar, descobrimos que o restaurante fica mais afastado, teríamos que caminhar muito. Mais fácil era comer no Arlindo mesmo.
Pedimos um macarrão à bolonhesa de R$ 12,00!!! SÉRIO.

A carne não era lá grande coisa, mas o molho foi feito com capricho e cuidado. Nos deliciamos com uma "baita" tigela de macarrão e fomos dormir, como pedras, claro.
Análise da hospedagem:
Hospitalidade 3
Limpeza 2 (sendo boazinha)
Conforto 2
Alimentação 1,5
Um dos piores cafés da manhã. Só perde para o Raulino que é bem fraco.
Tinha pão, banana, queijo e presunto.
Compreensível, eles estavam sem muitos hóspedes... Mas, poderiam valorizar quem estava lá.
46 km rodados, 880 m de ganho de elevação.
1286 cal gastas
4:38 em movimento.

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