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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

TIMBÓ-POMERODE 08/01

Depois de uma noite muito da mal dormida (como todas que antecedem um pedal empolgante) nos levantamos perto das 7:30.
Fizemos um café e comemos no chalé, com direito a bolo feito pela Ângela, geléia, requeijão e ovos.
Às 8:30 lá estava eu, pronta, e o Marcos continuava na lida com as bikes. Ansiedade nível master. Ai que medo de viajar rumo ao desconhecido por 3 dias com aquele pingo de bagagem!!! Depois eu viria a descobrir que era um baita exagero, mas enfim...
Programamos nossa carona com o Ruy para as 9 da manhã.
Chegamos no Thapyoca, de onde partiríamos para o primeiro dia de aventura.
O relógio já marcava 10 horas. O dia estava nublado e quente, com cara de chuva.
A primeira parte do percurso não reserva grandes surpresas. São pontes, belos jardins, plantações.
Muito bonito, em terra batida, subidas leves. Nada que incomode.
Sofri muito com o calor. Fizemos o percurso em um ano atípico, de calor fora do comum. O percurso possui pouca sombra, logo o sol dificultou nossa pedalada.
Tive a ideia genial de sair de camiseta preta neste dia.
Obviamente a camiseta teve que sair, e eu tomei um baita torrão.
Infelizmente os habitantes da região não estão familiarizados com o circuito. Muitos nem sabem do que se trata. No primeiro trecho a passagem de caminhões em alta velocidade incomoda e assusta. Há muita falta de respeito com o turista.
No auge do calor, logo depois do meio dia, tivemos uma grata surpresa.
Um rio limpo, sobre um terreno de areia clara. Água gelada, sombra. Com a fome já batendo paramos para descansar e almoçar.
Olha que lugar...
A ponte logo acima do rio possui uma mesa, churrasqueira e um banheiro (meninas, não se animem, é imundo).
Demos um tempinho lá, mas como eu estava preocupada com a subida que viria a seguir, resolvi que tínhamos que ir embora, mesmo sob protestos do Marcos.
O que nos esperava era aquela subidinha básica em vermelho no mapa. O sol do meio dia (horário de verão, baby) foi matador.
A subida não tem uma única sombra.
É pesada, mas descobri durante o percurso que ela é quase fichinha perto das demais.
No meio da subida um senhor parou com seu fusca ao nosso lado e perguntou onde estávamos indo. Explicamos que éramos turistas e que estávamos seguindo o roteiro do Vale Europeu. 
Ele: -mas o que vocês ganham com isso?!?!?!?!
-Experiência
-Tá, mas porque vocês não vão para Jaraguá??? Até Pomerode é moRo hein? Muito moRo!
E pra convencer o velhinho que a gente queria ir para Pomerode mesmo? haha
Fim da subida, UFA!!!
O visual é lindo!
 
Seguimos para a rota enxaimel.
CAIU UM TORÓ!!!
Não pudemos nem aproveitar a beleza da rota enxaimel. Foi tanto raio que chegou a assustar.
Na chegada a Pomerode descobrimos que o hotel, que supostamente ficava perto da chegada do circuito, ainda estava há 5 km do local.
Mais uma prova da falta de familiaridade do pessoal local com o roteiro, visto que não sabem onde ficam os pontos de início e final. 
Chegamos às 18:30.
Meu pai já estava preocupadíssimo porque o pessoal do hotel havia ligado várias vezes questionando porque não fizemos o check-in até às 18 horas.
Help.
Chegando no hotel nos indicaram um quartinho para guardar as bikes. Decidimos lavar as roupas do dia. Pura inexperiência. Nós levamos bagagem demais. Não precisaríamos lavar nada. No final tivemos que seguir viagem com roupas molhadas no alforje.


Nos hospedamos no hotel Schroeder. O quarto possui TV pequena, frigobar e ar condicionado. Pagamos a mais pelo ar barulhento.
O hotel não serve jantar. A recepção é bastante fria. Não fazem muita questão de atender com cortesia.
Fomos jantar no Pizzaria Tarthurel. Comida deliciosa bem perto do hotel.
O Marcos pediu uma pizza mais comum. Eu decidi me arriscar na pizza de muito alho com beringela. Muito alho. Lembrei dela por alguns dias.
Análise da hospedagem
Conforto 3
Limpeza 3
Hospitalidade 2
Alimentação 4
Não serve jantar.
O café da manhã foi um dos melhores. Nada excepcional. Nada demais. Mas comparando com alguns foi de rei.

Saldo do dia de pedal:
1) 1 remédio para dor de cabeça
2) Costas mega queimadas
3) Recebemos um email super legal do Rui da Fazenda Sacramento - sinal que eles estão acompanhando nossa jornada

Calorias gastas 1074
Marcos - 1664
52 km rodados
5 horas em movimento


IMPORTANTE:
O telefone da Central de Cicloturismo é 3382-6811. O telefone que consta do guia cai no Thapyoca e, infelizmente, muitos funcionários nem sabem o que é Circuito do Vale Europeu.

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